Por Dra. Lara El Andere — Médica Oftalmologista | CRM-SP 162034 | RQE 77465
Especialista em Cirurgia Plástica Ocular pelo Hospital CEMA | Membra da SBCPO
As dúvidas sobre blefaroplastia são muitas — e isso é completamente natural. Afinal, estamos falando de uma cirurgia na região mais expressiva do rosto. Por isso, neste artigo reúno as perguntas que mais recebo no consultório e respondo cada uma com clareza, do ponto de vista de quem realiza esse procedimento semanalmente. Se você quer entender melhor o que é a cirurgia das pálpebras antes de continuar, recomendo começar por lá.
Vale lembrar que, apesar de muito procurada, a blefaroplastia ainda gera receios e dúvidas legítimas. Conforme aponta a Doutor TV em matéria sobre o tema, o Brasil está entre os países que mais realizam blefaroplastia no mundo — o que torna o acesso à informação de qualidade ainda mais importante.
1. A blefaroplastia dói?
Não — ao menos não durante o procedimento. Realizamos a blefaroplastia com anestesia local associada à sedação leve, o que garante total conforto para o paciente. A sedação é semelhante à usada em exames como endoscopia: você dorme, não sente nada e acorda com a cirurgia concluída.
No pós-operatório, o desconforto existe — mas é, em geral, bem tolerado. A maioria dos pacientes relata sensação de peso nas pálpebras e leve ardência nos primeiros dias. Por isso, prescrevemos analgésicos e colírios que controlam esses sintomas de forma eficaz. Dificilmente alguém sente uma dor intensa depois da cirurgia.
2. Quanto tempo dura o resultado da blefaroplastia?
O resultado da blefaroplastia é duradouro — em média, entre 10 e 15 anos. Isso porque removemos o excesso de pele e gordura de forma definitiva. No entanto, o processo de envelhecimento não para após a cirurgia. Portanto, com o tempo, novas alterações podem surgir, especialmente em pessoas com pele mais fina ou que se expõem muito ao sol.
Para preservar o resultado por mais tempo, recomendo uso diário de protetor solar na região, hidratação e manutenção de hábitos saudáveis. Além disso, um acompanhamento periódico com o cirurgião plástico ocular permite identificar alterações precoces e, quando indicado, tratar com procedimentos menos invasivos antes que uma nova cirurgia seja necessária.
3. A blefaroplastia deixa o olhar artificial ou ‘esticado’?
Essa é uma das dúvidas que mais ouço no consultório — e compreendo o receio. Quando bem indicada e realizada com técnica adequada, a blefaroplastia não altera a identidade do rosto. O objetivo é rejuvenescer, não transformar. Ou seja, o resultado deve parecer natural — como se a pessoa simplesmente descansou muito bem.
O aspecto ‘esticado’ que às vezes vemos em fotos resulta de dois erros cirúrgicos: remoção excessiva de pele ou tensão inadequada nas suturas. Por isso, a escolha do cirurgião é fundamental. Um cirurgião plástico ocular experiente remove apenas o necessário, preservando as características naturais de cada rosto.
4. Qual a idade certa para fazer blefaroplastia?
Não existe uma idade mínima ou máxima para a cirurgia. A indicação é sempre clínica — depende do grau de alteração palpebral e das necessidades de cada paciente. Dito isso, na minha prática, a maioria dos pacientes tem entre 35 e 70 anos. Ainda assim, pessoas mais jovens com predisposição genética para bolsas palpebrais também podem ser candidatos.
5. Posso fazer blefaroplastia se tiver olho seco?
O olho seco é uma das condições que avaliamos com atenção durante a consulta pré-operatória. Em casos leves, é possível realizar a cirurgia com ajustes na técnica e uso intensivo de lubrificantes no pós-operatório. Já em casos moderados a graves, a blefaroplastia pode agravar temporariamente os sintomas, por isso precisamos estabilizar o olho seco antes de operar.
Essa é uma das razões pelas quais o cirurgião plástico ocular — médico oftalmologista com especialização em pálpebras — é o profissional mais indicado para a blefaroplastia. Diferentemente de outros cirurgiões, avaliamos toda a função ocular antes de indicar o procedimento, o que torna a cirurgia mais segura.
6. Blefaroplastia e botox: posso fazer os dois juntos?
São procedimentos complementares e, em muitos casos, combinamos os dois. No entanto, prefiro não realizar o botox muito próximo à cirurgia — especialmente nas semanas que antecedem a blefaroplastia. Isso porque a toxina botulínica relaxa os músculos da região, o que pode alterar temporariamente a posição das sobrancelhas e dificultar a avaliação precisa de quanto tecido palpebral precisamos remover.
Assim, minha recomendação é aguardar pelo menos 30 dias após a blefaroplastia para aplicar o botox. Dessa forma, o resultado cirúrgico já está mais estável, e conseguimos planejar o botox de forma complementar — tratando as rugas de expressão que a cirurgia não corrige.
7. Quando verei o resultado final da blefaroplastia?
O resultado começa a aparecer rapidamente — muitos pacientes já notam a diferença na primeira semana, quando o inchaço inicial cede. Porém, o resultado definitivo, com cicatrizes totalmente amadurecidas e inchaço residual zerado, aparece entre 3 e 6 meses após a cirurgia.
Portanto, é importante ter paciência durante o processo. O pós-operatório tem fases distintas — entenda cada uma delas no nosso artigo sobre o pós-operatório da blefaroplastia semana a semana.
9. Posso fazer blefaroplastia em homens?
Sim, absolutamente. A blefaroplastia não é um procedimento exclusivo do público feminino. Cada vez mais homens buscam a cirurgia das pálpebras, principalmente com a intenção de reduzir o aspecto de cansaço e envelhecimento que o excesso de pele ou as bolsas trazem ao olhar.
No entanto, a abordagem cirúrgica masculina tem algumas particularidades. Em homens, em geral, preservamos mais volume na região periocular para não criar um resultado que pareça ‘operado’. Além disso, a posição ideal das sobrancelhas é diferente — enquanto nas mulheres valorizamos um arco mais elevado, nos homens mantemos uma posição mais plana e natural.
10. Blefaroplastia resolve as olheiras?
Depende do tipo de olheira. Existem vários tipos — pigmentadas, vasculares, por volume perdido e por sombra das bolsas de gordura. A blefaroplastia resolve diretamente apenas o último tipo: quando a sombra projetada pelas bolsas de gordura cria a aparência escurecida abaixo dos olhos.
Para os demais tipos, existem tratamentos complementares — como preenchimento com ácido hialurônico, laser e bioestimuladores de colágeno. Por isso, durante a consulta, avaliamos o tipo de olheira e indicamos o protocolo mais adequado para cada caso. Muitas vezes, combinamos a blefaroplastia com tratamentos complementares para um resultado mais completo.
11. Qual a diferença entre blefaroplastia e cirurgia sem corte?
A blefaroplastia convencional envolve incisões — feitas com bisturi ou laser de CO2 — para remover excesso de pele e gordura. Já as técnicas chamadas ‘sem corte’ — como o plasma de jato ou o laser fracionado — atuam na superfície da pele sem incisões, sendo indicadas para casos iniciais com alteração leve.
Em suma, cada técnica tem sua indicação. Para casos com excesso moderado a significativo de pele ou gordura, a cirurgia convencional produz resultados mais completos e duradouros. Para entender melhor as opções disponíveis, leia nosso artigo sobre a blefaroplastia superior e inferior.
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Na consulta de avaliação, respondo todas as suas perguntas com calma e sem pressa — e indicamos o melhor caminho para o seu caso. Saiba mais sobre a blefaroplastia com a Dra. Lara.
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Artigo revisado e assinado por:
Dra. Lara El Andere
CRM-SP 162034 | RQE 77465
Médica Oftalmologista | Especialista em Cirurgia Plástica Ocular, Vias Lacrimais e Órbita pelo Hospital CEMA
Membra da SBCPO | Título de Especialista em Oftalmologia pelo CBO e AMB
dralaraelandere.com.br