Mitos e verdades sobre blefaroplastia: o que é real e o que é exagero

blefaroplastia

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Por Dra. Lara El Andere — Médica Oftalmologista | CRM-SP 162034 | RQE 77465

Especialista em Cirurgia Plástica Ocular pelo Hospital CEMA | Membra da SBCPO

A blefaroplastia é cercada de mitos que fazem muita gente adiar uma decisão que poderia melhorar significativamente sua qualidade de vida. “Vai ficar com cara de operada”, “é só vaidade”, “dói muito”, “é perigoso operar perto dos olhos” — esses são comentários que ouço com frequência no consultório.

Por isso, neste artigo desvendo os principais mitos e verdades sobre a cirurgia das pálpebras — com base na minha experiência de mais de 1.000 procedimentos realizados. Portanto, se você tem dúvidas sobre o procedimento, este artigo é para você.

MITO 1: Blefaroplastia deixa o olhar artificial e “esticado”

✅ VERDADE: depende exclusivamente do cirurgião.

O resultado artificial que associamos à blefaroplastia resulta de erros técnicos — principalmente a remoção excessiva de pele ou gordura. Quando realizamos a cirurgia de forma conservadora, removendo apenas o necessário e respeitando a anatomia de cada rosto, o resultado é natural. O objetivo não é transformar — é rejuvenescer. Após uma blefaroplastia bem feita, as pessoas ao redor percebem que você está mais descansado, não que foi operado.

MITO 2: Blefaroplastia dói muito

✅ VERDADE: a cirurgia é realizada sob anestesia — você não sente nada.

Utilizamos anestesia local com sedação leve — semelhante à usada em exames como endoscopia. Durante o procedimento, o paciente não sente absolutamente nada. No pós-operatório, o desconforto existe, mas é geralmente bem tolerado. A maioria dos pacientes descreve sensação de peso e leve ardência nos primeiros dias — dor intensa é rara. Além disso, prescrevemos analgésicos que controlam esses sintomas de forma eficaz.

MITO 3: Blefaroplastia deixa cicatrizes visíveis

✅ VERDADE: as incisões são feitas nas dobras naturais da pálpebra — praticamente invisíveis.

Na blefaroplastia superior, a incisão é feita exatamente no sulco natural da pálpebra — a dobra que existe quando o olho está aberto. Por isso, quando os olhos estão abertos, a cicatriz é completamente oculta. Na blefaroplastia inferior, sempre que possível optamos pela via transconjuntival — acesso feito pela parte interna da pálpebra, sem nenhuma incisão na pele. Mesmo quando é necessária a via subciliar (abaixo dos cílios), a cicatriz fica tão próxima dos cílios que se torna imperceptível após a cicatrização completa, conforme destaquei no portal Revista Ana Maria

MITO 4: O resultado da blefaroplastia dura pouco tempo

✅ VERDADE: o resultado é duradouro — em média entre 10 e 15 anos.

A blefaroplastia remove o excesso de pele e gordura de forma definitiva. O tecido removido não volta. O que acontece com o tempo é que o envelhecimento natural continua — por isso, após 10 a 15 anos, novas alterações podem surgir. No entanto, quem cuida bem da pele, usa protetor solar diariamente e mantém hábitos saudáveis tende a preservar o resultado por ainda mais tempo. Nenhum procedimento estético paralisa o envelhecimento — mas a blefaroplastia oferece um dos resultados mais duradouros da cirurgia facial.

MITO 5: É perigoso operar perto dos olhos

✅ VERDADE: quando realizada pelo especialista correto, é uma das cirurgias mais seguras da face.

A blefaroplastia é o procedimento cirúrgico facial mais realizado no mundo segundo a ISAPS — isso reflete sua consolidada segurança. O ponto mais importante é a escolha do profissional: o cirurgião plástico ocular é o médico oftalmologista com especialização exclusiva na região das pálpebras, órbitas e vias lacrimais. Esse profissional domina tanto a técnica cirúrgica quanto a fisiologia ocular completa — o que minimiza riscos e garante resultados seguros.

MITO 6: A recuperação é longa e incapacitante

✅ VERDADE: a maioria dos pacientes retorna às atividades em 7 a 10 dias.

A recuperação da blefaroplastia é, na maioria dos casos, tranquila. Nos primeiros 3 a 5 dias, inchaço e hematomas ao redor dos olhos são esperados — mas não impedem atividades básicas como caminhar, ler e usar o celular. A partir do 7º ao 10º dia, os pontos são retirados e o paciente já pode retornar ao trabalho. Para mais detalhes sobre cada fase da recuperação, leia nosso guia completo sobre o pós-operatório da blefaroplastia.

Atividades físicas de impacto e exposição solar intensa são restringidas por 30 dias — esse é o único período que exige mais cuidado. O resultado definitivo aparece entre 3 e 6 meses, quando toda a cicatrização está completa.

MITO 7: Blefaroplastia é só para mulheres idosas

✅ VERDADE: homens e mulheres de qualquer idade podem ser candidatos.

A indicação da blefaroplastia não depende de sexo nem de faixa etária — depende da avaliação clínica. Pessoas com predisposição genética para bolsas palpebrais ou excesso de pele podem buscar o procedimento já aos 30 anos. Homens representam uma parcela crescente dos pacientes, especialmente motivados pelo aspecto de cansaço que o excesso de pele transmite em ambientes profissionais. Além disso, crianças com ptose congênita também passam por cirurgia palpebral — evidenciando que não existe uma faixa etária exclusiva.

MITO 8: Botox substitui a blefaroplastia

✅ VERDADE: são procedimentos complementares — não concorrentes.

O botox relaxa músculos e suaviza rugas de expressão — como pés de galinha e linhas da testa. No entanto, ele não remove excesso de pele nem bolsas de gordura. Quando o problema é o volume e o peso do tecido palpebral, o botox não resolve — e, em alguns casos, pode até acentuar a queda da pálpebra ao relaxar os músculos que a sustentam. Por isso, avaliamos cada caso individualmente: em muitos pacientes usamos botox e blefaroplastia de forma complementar para um resultado mais completo.

MITO 9: Blefaroplastia resolve olheiras

⚠️ VERDADE PARCIAL: depende do tipo de olheira.

Existem vários tipos de olheira — pigmentadas, vasculares, por perda de volume e por sombra das bolsas de gordura. A blefaroplastia inferior resolve diretamente apenas o último tipo: quando as bolsas de gordura projetam sombra e criam a aparência escurecida. Para os demais tipos, existem tratamentos complementares como preenchimento, laser e bioestimuladores. Portanto, a avaliação presencial é essencial para identificar a causa e indicar o protocolo correto. Tem mais dúvidas? Leia nosso artigo com as dúvidas frequentes sobre blefaroplastia.

Ainda tem dúvidas sobre a blefaroplastia? A consulta com a Dra. Lara responde tudo.

Avaliamos seu caso com calma, sem pressa e sem compromisso — e indicamos o caminho mais adequado para o seu olhar. Saiba mais sobre a blefaroplastia com a Dra. Lara.

Agende pelo WhatsApp: (11) 91942-2000

Artigo revisado e assinado por:

Dra. Lara El Andere

CRM-SP 162034 | RQE 77465

Médica Oftalmologista | Especialista em Cirurgia Plástica Ocular, Vias Lacrimais e Órbita pelo Hospital CEMA

Membra da SBCPO | Título de Especialista em Oftalmologia pelo CBO e AMB

dralaraelandere.com.br